Segunda-feira, Abril 11, 2005

Quem é você?

Ao esforçar-se herculeamente
Para ser alguém,
Acabas não sendo nem você mesmo;
E por não perceber o que
Lhe acontece, e de onde vem
O mal que fabricas,
Culpas o mundo e a vida
Ao ver tudo e todos
Se esvaindo pelos
Vãos dos seus dedos…
Para acordar,
É necessário abrir os olhos,
E para abrir os olhos,
É preciso perder o medo da luz…
Não se contente com a luz
Da chama de uma vela;
Queira a tua luz,
Que brilha tanto ou mais
Que o sol…
Não faças o sol dentro
De ti se por,
Sem ao menos ter nascido…
Quando perdes a preocupação
De ser alguém,
Aí então serás você mesmo;
Puro e nu,
De tudo aquilo queQuerem que sejas…

À minha maninha! (Te amo)

Um dia,
Uma marca;
Um dia que marca…
Considerando sete
Um número de sorte,
Tens em dobro,
Pois quatorze é o seu…
Aliás, o meu;
Pois neste dia
Você nasceu!
Mais que alegria,
És poesia em forma de música.
Nota fundamental
Na partitura da minha vida.
És a nota musical,
Que na natureza,
Representa o nascimento da vida…
Sol!
E que o arrebol
Não exista parar você…

Humanidade?

Me abismo com o abismo…
Nada mais é, nada mais vale.
Estamos afundando na negritude
De um poço de insensibilidade;
A nossa!
Na Terra, da humanidade
Só restou a palavra…
Os atos, os gestos, sentimentos,
Foram todos corroídos pelo
Ácido de nossa ganância,
Que nos faz enxergar com nosso
Umbigo, e não mais com os olhos…
Quiçá com o coração!
Alimentamos o retrocesso, com
Nossa preguiça de evolução…
Não chegamos a ser uma partícula
No universo, e nos sentimos grandes…
Grandes idiotas!
Criticando sentados
Em nossas poltronas,
Quão devagar caminha o mundo!
Na verdade, ele é muito mais rápido,
E não conseguimos nunca acompanhá-lo…
Então, tentamos destruí-lo,
E assim, caímos no abismoCavado pelas próprias mãos…

Queria ser...

Queria ser, o desenho do mundo visto com
Teus olhos...
Queria ser, o mar de sonhos sonhados por
Ti...
Queria ser, a metade do imã que falta a
Você...
Queria ser a cura dos males que te
Afligem...
Queria ser, a mão segura, que segura a sua
Mão quando se sentes só...
Queria ser, a bússola a te guiar serena,
Nos caminhos mais obscuros...
Queria ser, o sorriso nos dias tristes,
Deixando-os tristes ao deixarem de ser
Tristes...
Queria ser, seu instrumento predileto,
Para, incansavelmente, ser tocado por ti...
Queria ser, a metade do dobro de
Tudo aquilo que queres por inteiro...
Queria ser, o sonho das tuas noites
De sono...
Queria ser, de todas já escritas,
Poesia mais linda dedicada a você...
Queria ser, por você, a música mais cantada,
Ser constante em teus lábios...
Queria ser, todos os chapéus a reverenciar
Sua passagem...
Queria ser, dos dias frios: cobertor,
Dos dias quentes: a brisa a te soprar...
Queria ser, o descoberto e o porvir...
Queria ser, tua imitação perfeita, assim,
Poder ser tudo que eu queria ser...
Quero somente uma coisa sendo eu mesmo...
Ser seu!

Visão do amor

Amanheci entusiasmado
Com o dia que deveras,
Inicia entusiasmado
Este dia; Primaveras...



Olhando ao céu procuro
Os olhos que brilham demais,
Brilham, me tiram do escuro,
Tamanho é o bem que me faz!



Sorriso que inunda o mar,
Naufrágio em teus lábios tão quentes,
Minha vida ao poder te beijar,
Ao beijar-te do chão fico ausente.



Latente se embriaga meu peito
Sempre que estou ao seu lado,
Pois eu sinto em meu mundo um feito,
Mesmo feio o tempo imperfeito,
Ao seu lado ensolarado!

Observando a natureza

Da janela tão triste,
Com a chuva que ainda cai fina,
Ele observa a rosa
Que o orvalho acaricia.



Como o orvalho, seus olhos,
Percorre a bela flor branca,
Brancura virgem da rosa
Branca como criança.



As pétalas finas exalam
Perfumes divinos, prazer,
Nenhum dos perfumes comparam-se,
Ao que vem de você.



Do céu cai um foco de luz
Rompendo a chuva ralinha,
Nas outras flores a dor
Com o foco na rosa sozinha.



Parece estar tão sozinha,
No oceano, um barco a vela,
Mas sempre estará amparada
Pelos olhos que vem da janela...

Domingo, Abril 10, 2005

O olhar do amor!

Violetas vem voando,
Voluptuosas em névoas vão
Mostrando no céu, aveludando,
Tudo que procurei no chão.


Formidável fonte fecunda
Que no fel faz florescer,
Uma flor tão oriunda,
A flor do amor a nascer.


Suntuosos suspiros suspensos
Asseguram a sinopse em sabor,
Sinopses, cem mil desejos
Demonstrados n’uma flor.


E quando, ao surgir orgulhosa,
Rompe o chão e se desterra,
Sinto-me muito mais forte.
A poesia apenas começa...

Da alma do artista!

Roube tudo que fiz, E ainda serás infeliz...

Furte tudo sem pudor E não aliviará sua dor...

Mero abutre social, A mim tu não fazes mal!

O que meu é mais importante, Está cá dentro arfante...

Te achas tão poderoso, E se abala ao me ver garboso,

De minhas cinzas, como a Phoenix, surgir; Amedrontas me ver emergir...

Mande que me cale com sua lei, E mesmo assim não calarei;

Pois jamais terá em sua palma, Aprisionada minh’alma!